terça-feira, 12 de maio de 2015










Mãe
           Maria Alice Lima Ferreira

Chove e eu me lembro de ti
Debruçada à janela,
Sorvendo o cheiro
Da terra molhada,
Com ar sublimar
E um sorriso matreiro,
A sonhar, a sonhar...
Minha mãe, minha querida,
Sem ti esta vida ficou deserta.
Vazia de teu sorriso,
Vazia de teus encantos.
Eu procuro em cada canto
O  teu olhar sobre mim,
O teu sorriso bonito,
As tuas faces de carmim.
Sei que estás por perto,
Invisível, sorrindo pra mim.
Mostra-me o teu semblante,
Só por um instante!
Mãe, te amo!








quarta-feira, 9 de abril de 2014





  Tempo e Espaço

Maria Alice Lima Ferreira

Tão distante te vejo...
No espaço... No tempo.
Mas, por que tua lembrança
Ainda mexe comigo,
No breve tempo de recordar?
Meu coração acelera,
Meu peito sufoca
E um nó na garganta
Força a lágrima do olhar.
És apenas parte do baú da vida
E existes lá no passado.
Se me provocas transtornos,
Digo, sem hesitar:
É a menininha do baú,
Que por um lapso escapou,
Porém, não encontrando ressonância,
Sem nenhum ensejo, pra lá voltou.
Secam-se as lágrimas, aquiesce o coração
E o sufoco do peito termina
Assim bem de repente.
Olho o céu azul, vejo borboletas mil.
Pra que chorar se o presente é meu
E nele quem a vida define sou eu?
Acertando ou errando, pra que sofrer?
Viva a vida, meu mundo e o meu viver!

(Poema que foi publicado na antologia O Futuro nos Pertence)

terça-feira, 10 de setembro de 2013

quinta-feira, 11 de abril de 2013




   Não tenho medo de dar a minha cara pra bater e a exponho em concursos literários, dentro dos parâmetros exigidos pela comissão julgadora, porque sei que não sou uma grande escritora, mas reconheço também, que o concurso se dá numa forma "sui gêneris": cada elemento da comissão é extremamente subjetivo e julgará a partir de sua subjetividade. Acontecer o encontro da subjetividade de cada membro julgador e ainda juntar a isso  a obra da gente, eis a chave do sucesso. Portanto, não esmoreço na derrota. Animo-me cada vez mais a que a natureza promova, algum dia, o grande encontro de minha obra, com esse encontrão de ideais subjetivas. Quem sabe? Nunca perderei a esperança.
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