Vale Azul
Neste livro, você encontrará temas polêmicos como as desigualdades sociais, os preconceitos, a opressão, o aborto e a existência de ÓVNIs. Minha intenção, ao escrevê-lo, foi proporcionar-lhe entretenimento, se conseguir ir além disso, sentir-me-ei muito feliz.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Meu Caderno
Quantas noites acordei, com o peito querendo explodir e uma vontade imensa de escrever: uma crônica, uma poesia, qualquer coisa que me acalmasse. Erguia-me, dentro da madrugada, em que todos dormiam, pegava um caderno, que reservara apenas para esses momentos e escrevia... Escrevia... Até saciar a fome de escrever. Mais calma, deitava-me e dormia. Não sei por onde anda esse caderno, em que jogava toda a inspiração, que me sufocava. Ah, se pudesse reencontrá-lo! Naquele tempo, eu não pensava ser escritora, mas já o era sem saber. Escrevia apenas, para aliviar aquela febre muito louca, que sentia e que baixava, depois de derramar um monte de frases, sobre as páginas do "meu caderno". Nem me lembro o que escrevia, mas me lembro que, na época, sentia uma satisfação muito louca, ao ler o que acabara de produzir.
Por onde andará meu caderninho? Quem souber notícias dele...
quinta-feira, 31 de maio de 2012

Algumas pessoas me julgam boazinha. Outras me acham bobinha. Tudo isso pelo mesmo motivo: é que sei perdoar e logo,logo, estou abrindo um sorriso gostoso, apesar de ter sido traída, ultrajada, abandonada, tendo tudo isso magoado, profundamente, a minha alma. Como se enganam em seu julgamento! Nem boazinha nem bobinha… O que sou mesmo é inteligente: Afinal, ninguém merece que eu sofra por suas ofensas. E se não perdoo, sinto o peito arrebentar de tanta amargura e decepção. Quem sabe a pessoa, causa do meu sofrimento, já nem se lembre mais, que, um dia, tanto me ofendeu? Aí é que está: seguirá, com certeza, feliz da vida, fazendo mais vítimas, no seu caminho. E eu vou sofrer, por quê? Por ser uma coitadinha? Que coitadinha , que nada! Vim ao mundo para ser feliz. Não para me deter nestas mazelas da vida e me sucumbir de tanta tristeza. Tenho mais o que fazer e a felicidade me espera. Agora, se alguém me perguntar se esqueci a ofensa, direi que não. Claro que não! Para isso tenho memória.Só que vejo todo aquele sofrimento (que durou menos de dois dias, com certeza ) já tão distante e insignificante, que não sinto mais doer o coração e nem sinto o menor resquício de raiva, ódio ou mágoa de ninguém.
O maior de todos os mestres, o homem mais inteligente, que já pisou neste Planeta – Jesus Cristo – ensinou-nos a perdoar e a amar os inimigos e até mesmo a orar por eles. Queria que fizéssemos uma média? Não. Foi por amor, por nos querer felizes, que nos ensinou o perdão e o amor incondicional. Se queremos ser felizes, temos que aprender d’Ele e com Ele como buscar a felicidade. É só tentar. Verão que vale a pena.
Maria Alice Lima Ferreira
Texto originalmente publicado no Portal Arte & Cultura
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